O dia começou com nevoeiro e com uns telefonemas a acertar o encontro entre os 3 ciclistas que participaram no passeio de hoje, pois já estamos em época de férias e as participações são muito variáveis.
Mas como um destes é o João que conhece tudo e logo propôs um passeio à zona Oriental do Porto, com a qual concordamos logo pois conhecemo-la mal.
Foi um passeio muito bonito em que passamos por muitos caminhos rurais ainda existentes naquela zona da cidade, constituída por muitas quintas, para além disto, podemos ainda constatar que o nosso grupo não só não deixa ninguém para trás como regressam mais do que aqueles que foram. :)
Tomamos o habitual café e partimos, passavam 5 minutos das 9h, fomos em ritmo de "reportagem fotográfica", a contrastar com o regresso que foi em ritmo de "família à espera".
Saímos pelo Catassol em direcção a S. Mamede, FEUP, Fernão Magalhães e onde foi a primeira paragem, no miradouro junto à escola Nicolau Nasoni. Depois descemos e fomos admirar os comboios na base da REFER de Campanhã, junto à Circunvalação. Seguimos em direcção à estação de Nau Vitória, estação da Levada, onde tivemos uma subida de uns 20% e dirigimo-nos para a estação de Contumil.
Passamos o Dragão e fomos visitar o Parque de S.Roque, antiga quinta da Lameira que não conhecia. Terminada a visita a este parque que tem um estilo Romântico muito agradável e onde não falha o labirinto, para além do jardim ter a característica de ser em socalcos, saímos pela rua de S. Roque da Lameira e fomos em direcção à estação de Campanhã, onde passamos por várias ilhas operárias, muito características e seguimos até à Quinta da Bonjóia. Antes de lá chegar passamos por uma fonte antiga e um aqueduto, local onde reza a lenda, numa procissão a pedir água, ter sido o lugar onde caiu o andor com a N.Sra e onde a imagem partiu a mão, passado ela a jorrar nesse local, construindo-se essa arca de água e a respectiva fonte.
Entrados na quinta que é outro local admirável e cuja casa tem um traço atribuído a Nicolau Nasoni, ficamos intrigados pelo seu aspecto mas a verdade é porque ela nunca foi concluída, está assim por isso e não por ter lá havido um acidente.
Saímos e fomos apanhar a circunvalação mas não no sentido da Maia mas no do Freixo porque o João tem um lema que é "porque havemos de ir por um caminho difícil quando há outros ainda mais difíceis para fazer." É claro que se tiver duvidas em qual é o pior, faz os dois para tirar as devidas conclusões.
Quando descíamos encontramos o Zé Pedro que subia para regressar à Maia. Já uns tempos atrás o grupo encontrou-o quando saía pelo túnel da Ribeira, desta vez jogou pelo seguro e foi pelo lado oposto mas não teve sorte nenhuma, o João apanhou-o.
Assim fez o regresso connosco, o qual foi subir por caminhos rurais novamente até Campanhã e onde tivemos oportunidade de ver parte do antigo ramal da Alfândega, para depois passarmos por Barão de Nova Sintra e admirar o escudo do Porto da antiga fonte de S. Domingos, apanhar a Fernão Magalhães, Jardim da Rainha D. Amélia, FEUP, S. Mamede, Pedrouços e Casa do Alto, Milheirós, onde ficou um e depois centro da Maia, onde chegamos já eram 13h.
O passeio não foi muito longo pois foram cerca de 40km, a média também foi baixa, cerca de 10km/h, porque andamos a fazer turismo mas foi exigente pelas subidas que fizemos e muito interessante pelas coisas que conhecemos e por isso vou colocar nos locais habituais as fotos e a track.

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